Todos querem nosso dinheiro – hoje, amanhã e depois.

boss-fight-free-high-quality-stock-images-photos-photography-money-pocket

 

Para as empresas, já não basta que nós compremos e paguemos por um produto ou serviço – elas querem cada vez mais; precisam de seu dinheiro hoje, amanhã, depois e depois.

Faz tempo que vivemos com uma infinidade de contas a serem pagas regularmente, como água, eletricidade, TV a cabo, telefone etc; já é muita gente competindo por nosso suado dinheirinho, mas sempre há quem acredite que cabe mais uma mão no bolso.

Continuar lendo “Todos querem nosso dinheiro – hoje, amanhã e depois.”

Anúncios

Agora sim, internet na casa toda

Um problema bem irritante é a internet sem fio não cobrir a casa inteira e, para acessar com o celular ou tablet, ter que ficar procurando pelo sinal. Eu cheguei a testar os repetidores de wireless que ficam plugados na tomada; são baratos e fáceis de configurar, mas a velocidade cai muito e a cobertura também não é boa; desistí dos mesmos.

A solução definitiva para mim foi usar a rede elétrica da casa para, finalmente, ter internet em todos os cômodos.

Comecei com um Kit Powerline da TP-Link:

O kit é composto de dois adaptadores; o primeiro (menor na foto acima) é conectado ao roteador através de um cabo de rede ethernet que acompanha o kit; a partir daí, sua rede elétrica passa também a trafegar dados; depois de configurado (para clonar sua rede sem fio existente), o segundo adaptador (maior) pode ser conectado a qualquer tomada da mesma rede elétrica para começar a emitir o sinal da rede wireless.

Isso funcionou tão bem, mas tão bem, que me animei a comprar um segundo extensor, desta vez da D-Link devido ao preço (ambos seguem o mesmo padrão PowerLine AV200):

A configuração do D-Link me deu muito mais trabalho (aliás, a documentação de ambos, TP-Link e D-Link, é péssima) mas está funcionando perfeitamente.

Agora a minha casa, de ponta-a-ponta, está com a mesma rede sem fio e com sinal potente. Chega de pontos cegos!

Quem mais odeia os sites bloqueados para não-assinantes?

O país está em ebulição, a crise política está no auge, você procura fontes confiáveis de informação, até para analisar as diversas opiniões e tentar entender o que está acontecendo – aí você bate num muro! A notícia que você quer ler está bloqueada ou o site limita o número de acessos para quem não é assinante. Então você desiste e acessa outro site. No caso estou falando do Estadão, que já é cheio de anúncios e mesmo assim limita o acesso a 15 textos por mês; apenas assinantes tem acesso liberado. Entendo que esse é o modelo de negócios escolhido pelo jornal, espero que tenham sucesso; mas que não é legal, não é. As empresas de notícia precisam desenvolver uma nova forma de gerar renda a partir de seus sites; tanto o acesso limitado (Estadão, Valor e outros) quanto o excesso de anúncios (como a Veja) incomodam muito e espantam os leitores.

Sei que há pequenos truques que acabam com a limitação de acesso e com anúncios, mas seria muito melhor não precisar usá-los e seguir numa relação de ganha-ganha entre leitores e empresas.

MVP – que droga é essa?

Há um conceito muito comum no mundo das startups chamado de MVP – Minimum Viable Product, definido pela wikipedia como:

“Produto Viável Mínimo é a versão mais simples de um produto que pode ser lançada com uma quantidade mínima de esforço e tempo de desenvolvimento”

O meu entendimento de MVP é “colocar no mercado um produto inacabado, mal testado e cheio de problemas“; algo crú, como na imagem acima. O trabalho de testar o produto é transferido para seus usuários incautos, que o compraram e receberam algo incompleto e não totalmente funcional.

Nos últimos tempos venho testando alguns aplicativos que supostamente me ajudariam no processo de editar e atualizar meus blogs; testei o Desk PM, o Blogo e o TextNut, entre outros. E todos são cheios de bugs; alguns erros apenas irritantes e outros que realmente impedem o uso do aplicativo; os desenvolvedores até demonstram boa vontade no começo e tentam prestar um suporte razoável, mas parece que logo desistem e jogam a toalha.

No caso do Desk PM eu cheguei a comprar uma licença mas, após uma atualização, ele começou a apresentar tantos erros bobos (não conseguia incluir um simples link sem que o programa caísse, por exemplo) que eu tive que desistir do mesmo; o desenvolvedor acabou de anunciar que está com foco total em outra startup e não dará mais muita atenção para o Desk PM, ou seja, seus usuários dançaram; e, pelo que entendí, é o segundo produto com o qual esse desenvolvedor faz a mesma coisa.

Com o TextNut foi quase igual; comprei a versão do iOS e estou no período trial no Mac OSX; já perdí documentos, tive que reinstalar os aplicativos uma dúzia de vezes e, agora quando tudo parece estar funcionando – apesar de alguns bugs irritantes – percebo que faltam algumas funcionalidades básicas para este tipo de aplicativo.

Já passei por essa situação com dezenas de outros aplicativos e produtos, colocados às pressas no mercado, com péssima qualidade. Parece que está todo mundo lendo The $100 Startup, montando uma empresa sem qualquer estrutura e colocando um produto incompleto no mercado, só para levantar algum dinheiro fácil.

Resumindo, para mim e até que eu me convença do contrário, MVP é a mesma coisa que se aproveitar e enganar seus clientes, não uma forma inteligente de estruturar uma empresa sólida com usuários fieis.

O Todoist ainda mais poderoso

Eu uso o Todoist continuamente para gerenciar minhas tarefas e para me lembrar das atividades repetitivas (como pagamentos e aniversários) – não me desgrudo dele no Mac e no iOS (iPhone e iPad); a sincronização entre eles é rápida e perfeita.

Com a última atualização do dia 24/02/16 o Todoist ficou ainda mais poderoso no reconhecimento de datas; o blog tem uma página com ótimas dicas sobre isso – é uma leitura altamente recomendada pois aumentará muito sua produtividade.

Apenas como exemplo, podemos incluir uma tarefa como “Pagar a faxineira toda última sexta-feira do mês” que o Todoist reconhece direitinho.

Será que eu sou meu?

Vejam só: o carro que eu uso é da empresa; o celular é da empresa; o notebook é da empresa; no mínimo nove horas de cada dia, nos últimos vinte e sete anos e meio foram da empresa e continuarão sendo por mais algum tempo.

O que será que sobra?

Sobra todo o resto; sobra tudo o que é meu, mesmo; e que são justamente as coisas mais importantes – meus pensamentos, minha casa, minha família, nossos planos; o carro, o celular, o notebook e as nove horas por dia da empresa servem apenas para manter todas as outras coisas e não o contrário; às vezes me esqueço disso.

De zero a 30%. Qual a verdade?

As empresas querem posar de boazinhas e se mostrar preocupadas com a sustentabilidade, mas acreditam que seus consumidores são todos bobos.

Essa embalagem da Coca-Cola, por exemplo, diz que contém até 30% de material feito de cana de açúcar. Para mim, “até 30%” quer dizer de Zero a 30%, ou seja, pode não ter nada de material vindo da cana de açúcar (o que eu acho mais provável) e mesmo assim eles dirão que não estão mentindo.

Se fossem honestos, escreveriam simplesmente “Contém no mínimo x% do PET originário da planta.” e ponto final.