O meu problema é o “ia”

O seu deve ser também

Tudo o que eu conquistei até hoje, tanto pessoal quanto profissionalmente, foi por que eu quis; não que apenas o fato de eu querer fizesse tudo acontecer magicamente, mas foram as demonstrações de “querer” e as minhas ações decorrentes disto que tornaram tudo possível. Com todo mundo é assim, não é exclusividade minha.

Quando decidí trocar de emprego e entrar na empresa em que estou hoje, eu afirmei nas várias entrevistas “eu quero trabalhar aqui”; certo dia agendei uma reunião com meu superior, fiz um roteiro do que eu iria falar e deixei claro “eu quero assumir uma posição gerencial”; então elaboramos juntos um plano de desenvolvimento e em alguns meses assumí minha primeira gerência; após alguns anos de namoro, falei para minha então namorada, atual esposa “eu quero me casar com você” e, em breve, comemoraremos bodas de prata; eu ganhei um ukulele de presente de aniversário e afirmei “vou estudar música e tocar ukulele”; já são 4 meses de aulas e acho que já fiz um grande progresso.

Algumas coisas que eu quis, e conseguí, não deram certo e outras, para as quais eu falei “não quero”, poderiam ter dado outro rumo à minha carreira; mas a vida é feita de escolhas e cada momento é diferente do outro. Só devemos nos arrepender de não ter feito escolha alguma quando necessário.

Mas me dei conta que ultimamente eu tenho ficado muito no “ia” – e nada acontece se ficamos apenas nos “ia”: eu queria, eu gostaria, eu iria, eu faria, eu compraria etc.

Eu queria morar nos Estados Unidos…

Eu queria passar as férias na Europa…

Se eu tivesse dinheiro, compraria o carro modelo XYZ..

Eu gostaria de ter uma casa na praia…

Se eu tivesse disposição, eu faria exercícios físicos

Queria, gostaria, iria, faria, compraria, viajaria…..

O “ia” deixa tudo muito vago, sem compromisso, sem objetivo. O “ia” não promove progressos. Quem apenas diz ou pensa “eu queria passar férias na Europa” nunca começa a pesquisar quanto isso efetivamente custa, quanto tempo será necessário para juntar o dinheiro, qual será o roteiro e assim a viagem ficará só no sonho.

O exercício, que estou começando a fazer hoje e que proponho a todos, é eliminar os “ias” do meus pensamentos e da minha fala, trocando-os por frases afirmativas como “eu quero”, “eu vou”, “eu irei”. Sei que criar novos hábitos requer disciplina e esforço, mas eu vou conseguir!

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5 coisas que eu faço toda manhã

Que não me deixam mais, nem menos, produtivo.

Na internet, principalmente no Medium e sites como Inc.com, Wired, Lifehacker e outros, encontramos milhares de artigos listando os hábitos das pessoas produtivas, bem-sucedidas e milionárias; quem tem tempo de ler tudo isso com certeza não é produtivo, nem bem-sucedido, muito menos é – ou será – milionário.

Mas, para não perder a onda, seguem cinco coisas que eu faço toda manhã e que não me deixam mais, nem menos, produtivo (também incluí uma imagem inspiradora, como todos os posts motivacionais):

  1. Ao levantar, piso no chão com o pé direito.
  2. Me alimento.
  3. Escovo os dentes.
  4. Escolho a roupa que vou usar.
  5. Verifico as mensagens e emails pessoais.

O que não faço, mas deveria fazer todos os dias:

  1. Beber café
  2. Fazer exercícios.
  3. Ouvir música e tocar um instrumento.
  4. Usar protetor solar.
  5. Ir trabalhar de transporte público.

Estudando tipografia

Aproveitei alguns dias em férias para estudar um assunto novo para mim: tipografia. Eu não conhecia nada sobre isso, apenas sabia que no computador há centenas de fontes – apesar de usar sempre as mesmas duas ou três; também sabia que há fontes serifadas e as sans-serif; e mais nada!

Mas quando comecei a estudar, me deparei com um mundo vasto e complexo, cheio de detalhes maravilhosos – um mundo no qual não existem apenas a Arial, Times News Roman e, me perdoem, a Comic Sans.

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Benefícios como estratégia de atração, retenção e motivação

Um colega me confidenciou ter recebido uma proposta de trabalho de outra empresa, que parecia ser tentadora; ele continuaria atuando na sua área de preferência, com salário em dólares e trabalhando integralmente em home-office.

Durante nossa conversa sobre o assunto, porém, eu cheguei à mesma conclusão em que ele já havia chegado: não valia a pena.

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Um novo projeto: Organize a festa

Motivado por John Saddington – que se define como construtor de empresas e desenvolvedor indie – e pelo livro The $100 Startup de Chris Guillebeau, resolví colocar imediatamente em prática algo que sempre comentamos em casa, que devíamos empreender na área de organização de festas pois é algo que gostamos de fazer e as festas que organizamos são bastante elogiadas.

Abrir um empresa neste momento demandaria muita dedicação, o que não seria possível com nossos empregos fixos e a casa para cuidar.

Resolvemos então foi criar e colocar no ar, rapidamente e sem pensar muito, um site com dicas e informações úteis para quem deseja organizar festas de sucesso. Daí nasceu o blog Organize a festa.

Nosso objetivo neste momento é gerar conteúdo consistente e com qualidade, de modo que seja um site realmente útil para quem busca informações sobre organização de festas.

O retorno financeiro, esperamos, virá de anúncios do Google Adsense e pensamos também em ter um espaço para parcerias e anunciantes, no futuro.

O site já está no ar e estamos fazendo ajustes e inclusão de conteúdo.

A data para anúncio oficial é 24 de março de 2016.

Orfão de funcionários

Depois de mais de 10 anos atuando com gerente de pessoas, chegando a ter mais de 100 funcionários em um determinado departamento, inicio mais uma fase na minha carreira voltando a ser um funcionário não-gerente; a partir de hoje, meus ex-funcionários são meus colegas de trabalho, todos nos reportando para um novo gerente. Minha relação com todos, ex-funcionários e novo gerente, sempre foi excelente e cordial então não creio que tenhamos problemas trabalhando juntos pois já existia uma relação de parceria.

A mudança mais visível é a perda da mesa gerencial, ou seja, além de órfão de funcionários também estou “homeless”; mas o sentimento é muito estranho, como o de uma perda; sei que esse processo é frequente, muitas pessoas alternam entre períodos gerenciais e não-gerenciais, mas eu não tinha passado por isso ainda.

Assim como existem treinamentos para novos gerentes, deveria haver um treinamento para novos ex-gerentes!

26 de janeiro de 2016